Foo Fighters - Rio de Janeiro

E ai chegou o dia do show, aquele que você comprou ingresso meses atrás. Você compra cerveja, coloca na geladeira, bora fazer uma pré aqui em casa. Todos prontos, bebendo, ouvindo as musicas que ouviremos ao vivo daqui a pouco, e você pilhada pede pra sua amiga te ajudar a tirar a gola daquela sua camisa de mais de 10 anos atrás, no estilo eu curto rock, e partiu ... e parte pro Maracanã! Para o meio do gramado do Maracanã (preciso explicar?), onde tudo, tudo era muito caro. Cerveja 10 contos, hot dog, 12 e assim vai... e você entra e espera, troca ideia, a hora voa e a essa altura você não ta nem ai pro preço da cerveja e ta bebendo mesmo.

E começa o show dos Raimundos, foi curto, foi muito curto, tipo uns 30 minutos. Cantaram alguns sucesso como Esporrei na Manivela, Quero ver o oco, A mais pedida, Palhas no Coqueiro e em todas elas o público respondeu e foi bom! Foi muito legal mas acabou rápido demais...

Uma 20h começou Kayser Chiefs, confesso que só conhecia duas músicas (I Predict A Riot e Ruby), mas os caras estavam empolgados e deram uma animada na plateia.

E chegou a vez do Foo Fighters, acho que foram pontuais, não olhei para o relógio na hora, foi mal.
O show começou com Something From Nothing, do mais recente álbum do grupo, seguido de The Pretender, brindada com uma chuva de papel vermelho picado, jogado pelo público mesmo, que deixou o corpo de todos manchado, manchas essas que até agora não saíram. Learn to Fly, Breakout, Arlandria (umas das minhas preferidas) e seguiu com My Hero, Big Me, Congregation, Walk, Cold Dai in the Sun, In the Clear, This is a Call e Monkey Wrench. 

e da onde tirei essa imagem???
Para tocar Skin and Bones, Dave veio para ponta da passarela ficando no meio do público, o que me rendeu vários copos nas costas porque pedi para ser levantada para ver de perto (ah foram só uns 30 segundos, vai) Dave, por outro lado, continuou ali para cantar mais duas músicas. Seguiu uma série de covers tocados no meio da passarela, o que impossibilitou parte significante das pessoas de de ver o show porque tinha uma tenda enorme na frente e confesso que me deu uma desanimada. Nada demais, porque os caras voltaram para encerrar com os hits mais que conhecidos e cantados aos berros de All My Live, Best of You e Everlong. Do lado de fora do estádio, nessa hora, dava para sentir a vibração, 

E sim, o Dave deixa a gente rendido, porque para completar todo cenário ele é simpático, ele é tipo o cara gente boa que queremos ter como amigo. E mesmo com o calor surreal que fazia (culpa de ninguém, afinal é verão e estamos no Rio de Janeiro) e com a cerveja que simplesmente parou de ser vendida no gramado durante o show, foi tudo sensacional e valeu muito ter cortada a gola daquela camisa que citei no primeiro parágrafo desse texto. E se pra bom entendedor meia palavra basta você vai entender como fiquei feliz, mesmo tendo gente que vai dar chilique pelo que vai ler, ao saber que era uma camisa do Nirvana.

Inté mais. 

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