Diário de uma museóloga
Só pra informar, a garota citada nas linhas abaixo é museóloga e embora ela ainda não saiba o que significa isso, ela jura que ama sua profissão, às vezes....
Diário de uma museóloga
Parte I
A historia começa assim: a garota liga pro motorista da empresa de ônibus, afinal ela tem q ir até Cordovil e não tem ideia de onde fica. O ônibus chega e segue feliz pra Cordovil... chega bem rápido, muito rápido e ela pensa (a garota): putz, nem é tão longe vai! Mas e ai começa a epopeia (aprendizado: lembrar de aguardar o fim dos acontecimentos, só depois é hora de tecer comentário e impressões).
Em Cordovil: Placa de rua? Não existe! Roda, roda, roda e nada...
A garota comenta: - Para aí que desço e pergunto.
O motorista responde: - Não vou deixar você descer sozinha aqui, fica dentro do ônibus.
PAUSA pra pergunta: deu pra criar um medo não deu? Acho q o moto podia ter um pouco mais de sensibilidade.
Continuando... roda, roda.. ops achamos!!!!!! Eh!!!!! Finalmente.. chegamos até cedo.. talvez dê ate pra filar um rango (ela tava com fome).
Garota: - Boa Tarde, viemos pra buscar as crianças que vão visitar o museu!
Moço: - Crianças? Museu? Sei não
Garota (cara de bolada): - Nós marcamos.
Moço (cara de não to te entendendo): - Sei não...
Garota (com vontade de chorar): Senhor, vocês agendaram com a gente!
Moço: Ah sim! Eles tão lá embaixo no posto medico.
Garota: como?
Entra no ônibus, desce, passa por um sofá que bloqueia a rua, desvia do povo que não sai da rua, passa e pergunta ne? Onde é o posto.
Garota: Moto (o motorista do ônibus) para! É ali. Vou lá e vejo
Moto: você não vai descer sozinha, fica aqui que vou
(engraçado ou irônico, a porta no ônibus fica aberta com chave na ignição, ela já viu o ônibus sendo raptado... o motorista colocou muito terror)
Quando o moto volta...
Moto: - Não é aqui não, têm que voltar, esses meninos disseram que aqui é outro grupo.. enfim.. (sem se preocupar com detalhes!)
Voltamos. Sobe, passa por um sofá que bloqueia a rua (o mesmo de antes), desvia do povo que não sai da rua.. blá, blá, blá.
Chegando lá ninguém dá nenhuma informação, rolam umas conversas paralelas sobre um povo que foi preso, enfim... moto e garota seguem para uma birosca pra descolar um salgado. Batem o salgado com aquela coca toda até q alguém resolve se dar conta da existência deles.
Moça: desculpe
Garota pensa ta tranqüilo, não morremos já conhecemos Cordovil de cor, sei q ali tem um sofá, só junta as crianças e vamos.
Moça: (continua) mas nós não iremos.
Garota: ham?
Moça: - Esquecemos de avisar
PARA TUDO!!! Esqueceram de avisar??
Garota resmunga sorrindo se dá por vencida e vaza.
Moto: - Garota, já que estamos com tempo podemos dar um pulo lá em Jacarepaguá pra abastecer???
Garota pensa (alias ela pensou muito esse dia) Jacarepaguá tem alguma coisa perto de Cordovil? E responde: - Vamos seu moto, bora (afinal o moto tinha sido muito cavalheiro gentil não deixando ela descer do ônibus e como o ônibus não foi sequestrado ta tranqüilo).
Av. Brasil, linha amarela, nenhum sofá na rua, Jacarepaguá, vira rua, desce, sobe, celular toca, garota atende, era a mãe dela e conversa, um caminhão dando ré na rua, o ônibus subindo a mesma rua, a mãe da garota em um papo super engraçado, moto com cara feia, moto do caminhão com cara feia, varias pessoas na rua olhando, - mãe, acho q o ônibus bateu, te ligo já!
Moto sai do ônibus, corre atrás do caminhão que foge, o cara fugiu, tem noção? Garota fica triste pelo moto, vacilo do caminhão, moto volta para o ônibus, engata a 15 e vai, corta carro, da à volta no quarteirão, avança sinal e garota pensa na morte, moto encontra o caminhão, discussão entre moto e o caminhão, bla, bla, bla. Chama a policia. Garota senta, dorme, acorda, fala no celular, estuda, vai ao banheiro, sente o salgado de outrora criando vida, chega a policia, entram no ônibus (porque lá tinha ar) fazem ocorrência, policial mega engraçadinho, da ideia pra garota q a essa altura já é a personificação do mau humor.
A volta pro museu foi apagada da memória, assim como as conversas no ônibus e o que aconteceu após, a única lembrança era o enjoo causado pelo salgado e a cara de deboche do povo, que devia ser amiguinho, do trabalho ao ouvir a historia.
Mais um dia de museóloga.
FIM
Comentários
depois passo com mais calma para ler o resto do blog.
Bj
quem disse q museologia era tédio??